CONHEÇA A EVOLUÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE RAIO-X!
A radiologia é hoje um dos pilares da medicina moderna, pois
possibilita que sejam feitos diagnósticos dos pacientes de forma
rápida e eficaz. Além disso, é nítida a evolução dos equipamentos
de raio-x, que hoje são utilizados para realizar esse tipo de
exame.
Você sabe como surgiu o raio-x? Como a radiologia evoluiu do
método convencional para o digital? Como os equipamentos de raio-x
ajudam nesse sentido? Tudo isso será esclarecido neste post.
Acompanhe e confira nos tópicos a seguir!
Um pouco de história sobre o raio x
Os primeiros estudos sobre o raio x foram realizados no ano de
1895, pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen. Ele verificou a
produção desse tipo de raio enquanto trabalhava com tubos de raios
catódicos.
Os tubos que Roentgen estava trabalhando eram envoltos com uma
caixa negra. Assim, o físico percebeu que uma película próxima ao
tubo emitia uma espécie de luz. A esse luminescência, formada por
raios invisíveis, foi dado o nome de x.
O descobrimento do raio x foi de grande repercussão para a
história da ciência. Logo já se percebeu o quanto a nova
tecnologia poderia ser útil para a medicina. O próprio Roentgen
levantou essa hipótese, fazendo uma radiografia da mão da sua
esposa, sendo essa a primeira radiografia a ser realizada.
A novidade também levantou polêmica entre os populares. Na época
do descobrimento do raio x, alguns jornais chegaram a noticiar
que, com um aparelho desse tipo, ladrões poderiam saber o que
havia dentro das casas.
Obviamente, essa e outras teorias conspiratórias foram
esclarecidas. No entanto, a sensação de deslumbramento seguia no
povo. Muitas pessoas procuravam os médicos apenas para fazer
radiografias e terem imagens registradas do seu esqueleto ou
outras partes do corpo para guardar.
Passado o frenesi inicial, o exame de raio-x passou a ser
comumente utilizado em clínicas e hospitais, assim como acontece
nos dias de hoje. Diversas doenças e condições, como fraturas
ósseas, passaram a ser facilmente diagnosticadas.
A radiologia convencional
O raio-x convencional, utilizado até os dias de hoje, segue os
mesmos princípios observados por Roentgen em 1895. Nesse caso, os
equipamentos emitem uma radiação no sentido do corpo do paciente.
Os tecidos adiposos, os músculos, os ossos e outras estruturas do
corpo humano absorvem a radiação, fazendo com que os raios x
atinjam o filme em que a imagem é registrada. Depois disso, um
especialista revela o filme e a imagem surge, como uma fotografia.
No raio-x convencional, os tons mais brancos revelam as partes
mais densas do corpo, que absorveram toda a radiação e impediram
que o filme queimasse. Já as partes mais escuras são as partes
menos densas, que conseguiram atravessar o filme e fazer com que
ele queimasse.
Com o passar do tempo, observou-se que altas doses de radiação
poderiam ser prejudiciais para a saúde — por isso os trabalhadores
expostos a radiação (radiologistas) passaram a trabalhar com uma
vestimenta adequada, para que diminua sua exposição.
Já os pacientes recebem uma quantidade de radiação controlada,
evitando que se torne algo nocivo para a saúde. Quem faz esse
controle é o radiologista.
A radiologia digital
Como tudo evolui, a radiologia convencional também está sendo
deixada de lado e substituída pela sua versão digital. Nesse caso,
não há a necessidade do uso de filmes, que são pouco sustentáveis
e também precisam ficar armazenados nas clínicas, ocupando muito
espaço.
Na radiologia digital, as imagens do raio-x são enviadas para um
computador, de modo que os médicos podem acessar sistemas online
para analisar os exames dos pacientes. A impressão só é realizada
se o profissional da medicina ou o paciente assim desejarem.
A radiologia digital ainda se classifica em duas subdivisões: a
radiologia digital indireta (CR) e a radiologia digital direta
(DR). Falaremos mais sobre o funcionamento de cada uma delas a
seguir.
Radiologia digital indireta (CR)
A CR utiliza equipamentos digitais que são indiretos e têm um
chassi para receber uma placa de fósforo digital, que tem
sensibilidade para a radiação. É nessa placa que as imagens são
digitalizadas.
Em seguida, a placa é colocada em um leitor, que faz a
transferência da imagem para os computadores.
Radiologia digital direta (DR)
Já a DR funciona de forma parecida, mas o uso da placa de fósforo
não se faz necessário. Isso acontece porque os raios-x são
capturados em uma placa de circuitos. De forma automática, as
imagens são enviadas de forma direta para o computador.
A evolução dos equipamentos de raio-x
Como você pôde perceber, a radiologia evoluiu muito desde que foi
descoberta até os dias de hoje. A evolução dos equipamentos de
raio-x, portanto, é notória e acompanha essa história.
Nos primeiros exames de raio-x realizados, por exemplo, não havia
controle sobre a radiação que era emitida contra o paciente.
Depois de um tempo foi descoberto que isso trazia malefícios para
as pessoas, então os equipamentos foram adaptados para que pudesse
ser feito o controle e a proteção radiológica, por meio de
colimadores e diafragmas. Além disso, também são utilizados
equipamentos de proteção individual (EPIs).
A computação e os raios-x começaram a se fundir na década de 1960,
quando surgiram os primeiros equipamentos de tomografia
computadorizada e outros do tipo. No Brasil, de acordo com o
Portal Educação, a primeira avaliação desse tipo foi feita em São
Paulo, no Hospital Beneficência Portuguesa, em 1971. A paciente
era uma mulher de 41 anos, que tinha um tumor no lobo frontal
esquerdo.
A implementação da tecnologia nos equipamentos de raio-x foi
imprescindível para que os diagnósticos se tornassem ainda mais
rápidos e precisos. Isso também contribuiu para que serviços de
telemedicina fossem contratados, como a emissão de laudos a
distância.
A evolução dos equipamentos de raio-x é muito interessante e
representa um grande avanço para a medicina. Os médicos,
principalmente os que são gestores de clínicas e hospitais, devem
estar atentos a isso, para sempre terem os recursos tecnológicos
mais recentes em seus estabelecimentos.
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