A ROTINA DE UM GESTOR HOSPITALAR: COMO OTIMIZAR O TEMPO DO PROFISSIONAL?
A rotina de um gestor hospitalar é um desafio constante, pois é
fundamental equilibrar os custos sem perder a qualidade da
assistência prestada ao paciente. Além disso, suas
responsabilidades envolvem a tomada de decisão para resolver
assuntos complexos relacionados à implantação de rotinas clínicas,
administrativas e capacitação de colaboradores.
Também é importante que, dentro da rotina de um gestor hospitalar,
sejam levantados indicadores efetivos para modificações nos fluxos
existentes e avaliação para admissão, remanejamento ou demissão de
funcionários.
Todavia, a complexidade dessas atribuições podem sobrecarregar o
profissional e diminuir a qualidade de suas tarefas, o que pode
impactar na efetividade de suas ações e no equilíbrio financeiro
da instituição de saúde.
Quer saber como aperfeiçoar a rotina do gestor hospitalar? Então,
não perca as dicas que daremos a seguir!
Entenda a complexidade das ações gerenciais
Um gestor que trabalhe nas instituições hospitalares deve entender
de procedimentos operacionais em saúde, sobre critérios para
reembolso das operadoras de planos privados, adequações às
normatizações existentes e treinamento de funcionários.
Considerando a complexidade da instituição de saúde, do número de
funcionários e dos recursos financeiros e tecnológicos
disponíveis, é interessante que ele desenvolva habilidades nessas
vertentes para garantir a qualidade da assistência prestada ao
paciente.
No entanto, muitos profissionais ficam sobrecarregados com o
acúmulo de funções e não conseguem administrar os recursos e as
despesas, o que interfere no gerenciamento adequado das
responsabilidades.
Por isso, é fundamental estabelecer prioridades, organizar o
tempo, encaminhar situações aos seus responsáveis e acompanhar a
evolução dessas mudanças por meio de indicadores objetivos e
adequados às rotinas implantadas.
Saiba aperfeiçoar o tempo do gestor
Otimizar significa quantificar o tempo para executar as tarefas
considerando os recursos financeiros disponíveis, o número de
colaboradores para finalizá-las e o alcance os resultados obtidos.
Para tanto, os gestores devem selecionar as tarefas que são de sua
responsabilidade e delegar outras que podem ser feitas por
colaboradores ou profissionais com a mesma formação gerencial.
Além disso, é preciso obter informações a respeito do diagnóstico
situacional da instituição, para analisar as atividades que
demandam urgência em sua execução e aquelas que podem aguardar o
tempo oportuno para efetivá-las.
Além disso, outras variáveis que podem facilitar as atividades do
gestor também são bem-vindas. Veja a seguir:
Delegue tarefas
A transferência de atividades para subordinados é uma excelente
oportunidade para retirar a sobrecarga de trabalho e analisar a
competência e o comprometimento dos indivíduos. Para tanto, é
interessante começar delegando tarefas menos complexas conforme a
capacidade intelectual de cada funcionário.
Nesse sentido, os gestores devem estabelecer um prazo condizente
com a complexidade da tarefa, orientar objetivamente sobre as
atividades a serem realizadas e solucionar dúvidas ao longo do
processo. Dessa forma, a delegação das atividades pode diminuir a
sobrecarga de trabalho, capacitar indivíduos para atividades ao
longo do tempo e aumentar a produtividade dos serviços clínicos de
saúde.
Ressalta-se que os gestores não podem delegar atividades que estão
relacionadas à sua área de responsabilidade enquanto exigência de
formação universitária para tal. Isso significa que o diretor
clínico do hospital, cargo ocupado obrigatoriamente por um médico,
não pode ser repassada permanentemente para outro profissional de
saúde.
Organize o tempo
A rotina de um gestor hospitalar pode envolver a tomada de decisão
de forma emergencial, o que implica em dedicar todos os esforços
em prol da sobrevida do paciente ou do encaminhamento para outras
unidades clínicas com suporte tecnológico adequado.
Contudo, em situações cotidianas, é possível que o gestor
caracterize sua agenda de compromissos conforme o tempo para
realizá-las, o que depende de outros setores/serviços e a
importância da finalização da tarefa.
Essa forma de organizar o tempo diário é feita por meio da
classificação das atividades urgentes, que se relacionam ao tempo,
e as importantes que se referem ao contexto clínico e
administrativo. Assim, os gestores estabelecem uma ordem
cronológica de suas ações e podem se dedicar para alguns
imprevistos ao longo do dia.
Conte com a tecnologia
Nos dias de hoje é impraticável pensar no aperfeiçoamento das
rotinas sem contar com os recursos tecnológicos disponíveis, que
podem melhorar desde as questões cotidianas pessoais até a
monitorização das variáveis hospitalares.
Por isso, cabe ao gestor lançar mão de ferramentas que auxiliem no
levantamento de indicadores, na apuração de custos por pacientes,
na sondagem de glosas por operadoras de planos de saúde, dentre
outras variáveis.
Todavia, é fundamental analisar previamente quais recursos serão
mais uteis e efetivos no contexto hospitalar, considerando também
a opinião de outros profissionais sobre a implantação e
desenvolvimento de softwares de gestão clínica.
As principais ferramentas tecnológicas incluem software de gestão,
automatização dos procedimentos, radiografia digital,
telerradiologia, agendamento online de consultas, entre outras
possibilidades.
Padronize processos
A padronização de processos é uma excelente oportunidade para
reduzir a sobrecarga de trabalho de alguns profissionais que se
destinam exaustivamente a orientar os funcionários sobre
determinada tarefa. Isso porque a padronização implica em
uniformizar os procedimentos, objetivar as orientações e facilitar
a execução, desde os principiantes até os mais experientes, na
rotina a ser desenvolvida.
Sendo assim, os gestores devem capacitar seus supervisores para
que multipliquem os ensinamentos aos seus subordinados, analisando
a eficiência e o desempenho ao executar as tarefas determinadas.
A elaboração de procedimentos padronizados facilita a
interpretação, ajuda a melhorar a produtividade e mostra as
inconformidades ao longo do tempo, o que pode ser um indicativo
para melhorias a longo prazo.
Mapeie os fluxos
Os fluxos de rotinas, dentro de o ambiente hospitalar, quando bem
realizado podem gerar produtividade e melhoria da assistência. No
entanto, se um dos processos não estiver dando certo, é possível
que todo o fluxo se perca. Por isso, é importante mapear todo o
andamento da atividade, considerando as etapas conflituosas e como
sanar os principais problemas nessa questão, além de promover
treinamentos preventivos e corretivos.
Também é essencial cronometrar o tempo para execução dos fluxos,
de forma a propor mudanças, atualizar conceitos e levantar
indicadores sobre os pontos nevrálgicos e os de sucesso.
A rotina de um gestor hospitalar é intensa e carece de
conhecimentos clínicos, gerenciais e humanísticos para arcar com
todas as responsabilidades que o cargo exige. No entanto, o tempo
para executá-las muitas vezes é pequeno e acaba frustrando esses
profissionais, gerando insatisfação, falta de produtividade e
desequilíbrio financeiro da instituição de saúde. Por isso, é
fundamental estabelecer metas, otimizar as tarefas e acompanhá-las
conforme necessário.
Você ainda tem dúvidas de como otimizar a rotina do gestor
hospitalar? Quais são as principais medidas que necessitam de
intervenção? Como esses resultados podem ser medidos? Comente!